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Como aprender dez vezes mais rápido: O guia definitivo para o aprendizado acelerado

Como aprender dez vezes mais rápido: O guia definitivo para o aprendizado acelerado

O mundo atual exige uma atualização frequente de conhecimentos. Seja para dominar uma nova linguagem de programação, compreender conceitos complicados de neurociência ou aprender um novo idioma.

A velocidade com que absorvemos as informações faz uma grande diferença quando competimos pessoalmente com os demais indivíduos.

Entretanto, a maioria de nós ainda faz uso de recursos e métodos de estudo arcaicos, embasados na repetição passiva.

Assim, para aprendermos dez vez mais rápido, é necessário hackear a maneira de como o cérebro processa, armazena e recupera as informações.

O Princípio de Pareto aplicado ao conhecimento

A primeira regra para acelerarmos o aprendizado é a eficácia seletiva. O princípio de Pareto, ou regra 80/20, nos afirma que 80% dos resultados vêm de 20% dos esforços.

No aprendizado, isso significa que 20% das informações que qualquer disciplina contém os conceitos elementares é que permitirão a você entender os outros 80%.

Por exemplo, ao invés de você tentar ler um livro de capa a capa com a mesma intensidade, tente enxergar as ideias centrais. Se você quer aprender a tocar violão, por exemplo, tente focar nos quatro ou cinco acordes mais comuns.

Isso permitirá que você toque centenas de músicas em poucos dias. E assim, identificar esse “âmago” do assunto é o primeiro passo para diminuir drasticamente o tempo desperdiçado em detalhes periféricos que não sustentam a base do conhecimento.

A Técnica de Feynman: ensinar para entender

Muito se confunde familiaridade com domínio. Ler um texto várias vezes cria a ilusão de que sabemos o conteúdo, mas a prova verdadeira ocorre na produção.

A técnica de Feynman consiste em explicar um conceito complicado como se você estivesse falando com uma criança de dez anos.

Quando você simplifica a linguagem e evita os jargões técnicos, você é impelido a entender a arquitetura profunda do conceito.

Assim, se você encontrar um ponto onde a explicação trava ou torna confusa, ali está a “lacuna” do seu conhecimento.

Retorne ao material base, refine seu entendimento e tente explicar novamente. Esse processo de saída (output) é algo infinitamente mais rápido para fixarmos a informação do que somente a entrada (input) frequente.

Prática Deliberada e a Ciência da Mielinização

Você não pode simplesmente repetir uma tarefa; é necessário praticar com foco na correção de erros.

A neurociência explica que, quando praticamos algo com atenção plena, isolando as partes mais difíceis, damos estimulo a produção de mielina, uma substância que isola as fibras nervosas e aumenta a velocidade e a precisão dos impulsos elétricos no cérebro.

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Como aprender dez vezes mais rápido

Dessa forma, aprender dez vezes mais rápido exige que você saia da zona de conforto. Isto é, se você já domina uma parte do assunto, pare de revisá-la.

Gaste seu tempo na “zona de aprendizado”, ondo o desafio é um pouco superior à sua habilidade atual.

É o desconforto cognitivo que mostra ao cérebro que aquela informação é valiosa e suficiente para ser consolidade permanentemente.

Repetição espaçada: o fim da curva do esquecimento

O nosso cérebro humano é programado para esquecer  o que não parece ser útil. Horas após o estudo, perdemos grande parte do que foi visto se não houver um reforço.

A técnica da repetição espaçada (Spaced Repetition) quebra a curva do esquecimento ao revisarmos o conteúdo em intervalos crescentes: após um dia, uma semana, um mês e dessa forma por diante.

Softwares de flashcards dão facilidade nesse processo, de forma a automatizar o momento exato em que o cérebro está prestes a esquecer a informação.

Em vez de você estudar dez horas em um único dia, estudar um hora por dia durante dez dias, com revisões estratégicas, permitem uma retenção de longo prazo muito superior, e isso permite que você avance para novos tópicos sem precisar reestudas o básico constantemente.

O poder do sono e da saúde cognitiva

Muitas pessoas cometem um erro bastante comum: elas buscam rapidez, e assim sacrificam o seu descanso. No entanto, é durante o sono profundo e o sono REM que o cérebro realiza a consolidação da memória e a limpeza de toxinas neurais.

Sem o sono adequado, a capacidade de concentração diminui e a plasticidade cerebral – a habilidade do cérebro de mudar e cria novas conexões – é severamente prejudicada.

Fora isso, a hidratação e a prática de exercícios físicos aumentam fluxo sanguíneo cerebral e a produção de BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro), uma proteína que age como um fertilizante para os neurônios.

Assim, aprender rápido não é somente um processo intelectual, é um processo biológico que necessita do estado da sua “máquina”.

Conclusão: atitude ativa sobre passiva

Aprender dez vez mais rápido não uma habilidade nata, é uma habilidade que você pode treinar. Exige a transição de um estudante passivo – que somente consome conteúdo – para um estudante ativo – que testa, ensina, revisa e seleciona o que é primordial.

Ao aplicar o princípio de Pareto, A Técnica de Feynman e a repetição espaçada, você deixa de combater com suas forças a biologia do seu cérebro e passa a trabalhar a favor dela.

O resultado é um acumulo de conhecimento exponencial que tornará sua carreira e sua vida acadêmica.

 

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