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PRODUTO EDUCACIONAL (1)

Como aprender qualquer coisa difícil: o caminho da maestria na era da informação

Como aprender qualquer coisa difícil. Ao nos depararmos com um conceito complexo – seja uma nova linguagem de programação, um cálculo estrutural ou uma teoria filosófica densa – costuma ser acompanhada por um misto de ansiedade e bloqueio.

Entretanto, o fato de o tema ser complexo, raramente reside na incapacidade intelectual do aluno, e sim na ausência de um método eficiente para desconstruí-lo.

Assim, no atual cenário educacional, aprender a aprender tornou-se a habilidade fundamental que precede totas as outras coisas.

Para dominar temas áridos, é necessário entender que o cérebro não é um balde a ser preenchido, mas um músculo que exige estratégia e treinamento para expandir sem se romper.

A desconstrução e o poder da base sólida

O primeiro erro que você pode cometer ao tentar aprender algo difícil é mergulhar diretamente na complexidade sem antes averiguar a integridade dos alicerces.

Todo conceito avançado é, na realidade, uma pilha de conceitos mais simples organizados de maneira sofisticada.

Se você acha que não entende o “ponto C”, é quase certo que seu entendimento do “ponto A” ou “ponto B” estão com alguma lacuna. O método da descontração exige que você quebre a matéria em partes pequenas e gerenciáveis.

Em vez de você tentar “aprender física quântica”, foque em compreender o que é um fóton, e depois disso o que é uma onda e, gradativamente, como esses elementos se interagem.

Quando você dominar as unidades elementares, e “difícil” você começa a perder seu poder de intimidação, mostrando-se apenas como uma sequência lógica de ideias fáceis.

A técnica de Feynman como filtro de verdade

Existe uma ferramenta poderosa para validar o aprendizado, é a técnica de Feynman. Ela consiste em um exercício de honestidade intelectual: tente explicar o conceito complicado para uma criança de dez anos ou para uma pessoa totalmente leiga no assunto.

Se você necessitar recorrer a termos técnicos complexos ou “jargões” para sustentar sua explicação, isso significa que você ainda não entendeu a essência do tema, você somente memorizou palavras.

A essência em traduzir a complexidade em linguagem mais acessível força o cérebro a criar novas conexões profundas e a identificar de forma exata onde o seu entendimento está falhando.

Ao encontrar o ponto onde a explicação se amarra, você encontrou o ponto onde necessita estudar mais.

O papel do erro e a mentalidade de crescimento

Se você realmente deseja aprender algo difícil, você precisa ter tolerância alta ao desconforto emocional que isso ocasiona. E na maior parte das vezes as pessoas desistem porque interpretam a confusão inicial com um sinal de impossibilidade, quando, na verdade, a confusão é um sinal somente biológico de que o aprendizado está acontecendo.

E isso é o que a psicóloga Carol Dweck define como mentalidade de crescimento. No processo de adquirir uma nova profissão ou disciplina técnica, o erro não precisa ser enxergado como um fracasso, mas como um fator técnico.

A cada erro que você comete, você está errando em um código ou em uma fórmula e procura a correção, seu cérebro fortalece as sinapses relacionadas àquela situação.

O aprendizado profundo ocorre na zona de reforço, e não na zona de conforto onde tudo é claro e evidente.

Repetição espaçada e recuperação ativa

A biologia da memória nos mostra que o esquecimento é uma função natural e necessária do cérebro. Assim, para aprender algo difícil a longo prazo, necessitamos mostrar forte necessidade de aprender e a lutar contra a curva do esquecimento.

Em vez de você estudar dez horas em um único dia (estudo de massa), a ciência da educação nos mostra que é infinitamente mais eficaz estudar uma hora por dia durante dez dias (repetição espaçada).

Fora tudo isso, precisamos priorizar a recuperação ativa; em vez de somente reler o texto – o que causa uma falsa sensação de fluência – force seu cérebro a procurar por mais informação de memória por meio de testes, flashcards ou resolvendo problemas do zero.

capa-5 Como aprender qualquer coisa difícil: o caminho da maestria na era da informação

Como aprender qualquer coisa difícil

É o esforço de “puxar” a informação que mostra ao cérebro que aquele dado é relevante o suficiente para ser armazenado de forma permanente.

O ambiente e o estado de fluxo

Assuntos difíceis exigem o que o autor Cal Newport denomina de “Trabalho Profundo” (Deep Work). Não se aprende cálculo avançado ou lógica de sistemas enquanto verificamos notificações de redes sociais ou se mantém conversas paralelas.

A cognição de alto nível necessita de períodos de foco sem interrupções, em que o cérebro pode entrar no estado de fluxo.

Assim, criar um ambiente livre de distrações e determinar blocos de tempo específicos para o estudo intenso faz com que você faça uso de 100% da sua capacidade de processar dados ou informações.

A qualidade do seu aprendizado é uma matéria prima do tempo gasto multiplicado pela intensidade do seu foco.

A conexão com a prática e a multimodalidade

E finalmente, o conhecimento abstrato inclina-se a evaporar se não achar uma âncora na realidade prática. Para aprender algo difícil, você precisa aplicar o conhecimento o mais rápido possível.

Se está estudando uma nova língua, fale; se está estudando programação, construa um projeto pequeno; se está estudando pedagogia, planeje uma aula.

E ainda, complemente isso com a multimodalidade: leia sobre o tema, assista vídeos, ouça podcasts e desenhe diagramas.

Atacar ao mesmo conceito por distintos sentidos e perspectivas faz uma rede de segurança cognitiva.

Se uma via de acesso à memória falhar, o cérebro terá outras rotas para chegar à mesma informação.

Aprender algo difícil é, além de todas as outras coisas, um processo de paciência e método. Não se trata de quão rápido você chega ao final do livro, mas de quão sólida é a estrutura mental que você constrói ao longo do caminho.

Ao se apoderar de uma dificuldade como parte do processo e fazer uso de técnicas corretas de desconstrução e recuperação, você descobrirá que não existem temas impossíveis, somente temas que ainda não foram devidamente desfeitos.

O conhecimento é a fronteira final para a liberdade humana, e aprender a dominá-lo é o maior investimento que qualquer pessoa ou aluno pode fazer em si mesmo.

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